Deputado destaca confiança, capilaridade e poder de mobilização das instituições religiosas, sem finalidade de evangelização ou catequese_
O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) defende a inserção das igrejas e instituições religiosas na rede de apoio às políticas públicas no Amazonas. Evangélico, o parlamentar inclui em sua proposta diferentes denominações, inclusive a Igreja Católica, e ressalta que a participação deve ter caráter exclusivamente social, respeitando a liberdade religiosa e o Estado laico.
Segundo Dan, igrejas estão entre as instituições com maior proximidade e confiança da população, além de possuírem grande capacidade de mobilização e estruturas consolidadas nos bairros de Manaus, municípios do interior e comunidades mais distantes.
“Não estamos falando de evangelização ou catequese. Estamos falando de abordagem social. As igrejas estão dentro das comunidades, conhecem as famílias, suas dificuldades e têm a confiança das pessoas. Essa estrutura pode ajudar a aproximar as políticas públicas de quem mais precisa”, afirmou.
Para o deputado, essa capilaridade pode ser utilizada em ações de prevenção, orientação e encaminhamento relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, enfrentamento à violência contra a mulher, assistência às famílias, prevenção às drogas, qualificação profissional e promoção da cidadania.
A proposta não é transferir responsabilidades do poder público às instituições religiosas, mas integrá-las como pontos de apoio e conexão entre a população e os serviços especializados. Dan argumenta que estruturas físicas já existentes também podem reduzir custos e ampliar o alcance de determinados programas sociais, desde que as parcerias obedeçam a critérios públicos e à legislação.
“Se já existe uma estrutura funcionando e reconhecida pela comunidade, podemos utilizá-la para levar determinados serviços mais perto das pessoas, em vez de começar tudo do zero. Isso amplia o alcance das políticas e permite utilizar melhor os recursos públicos”, explicou.
A estratégia, segundo o parlamentar, ganha relevância no interior do Amazonas, onde as distâncias e dificuldades de deslocamento tornam mais complexa a presença permanente do Estado. Em muitas localidades, igrejas evangélicas, paróquias e outras instituições religiosas já possuem espaços, lideranças e trabalho comunitário estabelecidos.
Dan ressalta que eventual participação em programas públicos não pode ser condicionada a culto, conversão, evangelização, catequese ou qualquer prática religiosa.
“A Igreja Católica, as igrejas evangélicas e outras instituições religiosas possuem enorme poder agregador e mobilizador. Não queremos que substituam o Estado. Queremos somar essa capacidade à rede de proteção social, para prevenir problemas, orientar as famílias e fazer a política pública chegar mais perto do cidadão, tanto na capital quanto no interior”, concluiu Comandante Dan.